A Solo – João Abreu

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Olá João, de onde és?
Sou de Santo Tirso.

Qual é a tua idade?
Tenho 20 anos.

Que instrumento tocas?
Viola.

Qual foi o teu primeiro encontro com a música clássica?
Provavelmente não foi este o primeiro encontro, mas a memória que logo surge é a de um concerto na Igreja de São Domingos, em Viana do Castelo. Não consigo precisar o ano, mas lembro-me de, muito novo, ter ido com o meu avô a um concerto onde soou o Requiem de Mozart. Lembro-me de ter chegado com o concerto já a decorrer e de ter sido imediatamente cativado pelos sons e movimentos, novos para mim. “Fugi” do meu avô e sentei-me no chão, na fila da frente.

Quando decidiste que te querias tornar músico profissional?
Não me lembro de ter tomado essa decisão de forma concreta, ou “formal”, porque tudo se desenvolveu muito naturalmente.


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Desde quando fazes parte da Jovem Orquestra Portuguesa? Como foi a tua experiência?
Recordo perfeitamente o momento em que soube que tinha sido admitido, pela primeira vez, na JOP. Fui invadido por sentimentos de grande felicidade, entusiasmo, e rapidamente tomei consciência do grande compromisso que estava a assumir.

A Jovem Orquestra Portuguesa é um projeto de altíssimo nível, como poucos em Portugal, que muito tem contribuído para a minha formação integral. O projecto JOP revelou-se um contributo fundamental para o meu desenvolvimento artístico e pessoal, desafiando-me a sair da zona de conforto, ultrapassar fronteiras, conhecer pessoas fantásticas, assumir o rigor e a exigência como indispensáveis em tudo na vida. Sempre com espírito de coesão, resiliência, boa disposição e profissionalismo. A par de tudo isto, considero a JOP uma experiência artística única, difícil de encontrar ou vivenciar noutras latitudes.


Como é trabalhar com o Maestro Pedro Carneiro e a equipa artística?
Trabalhar com o Maestro Pedro Carneiro é embarcar numa viagem pelo conhecimento, através de novas experiências, de novos caminhos, sempre com convite à reflexão e abertura ao diálogo. O Maestro é um guia respeitado, sem exercer imposição, o que faz de si uma pessoa que combina o rigor com a tolerância, a tradição com a inovação, demonstrando ser um músico e uma pessoa de excelência, ousado, e detentor de uma enorme criatividade.

As equipas de produção e direção artística da JOP desenvolvem um trabalho excepcional e indispensável no que diz respeito à organização de todos os estágios, respeitando sempre ao máximo todos os os músicos.

Devem existir momentos na JOP que se destacam na tua memória pelo seu significado. Podes falar-nos sobre isso? Um dos momentos que mais se destaca na minha memória é o concerto da JOP no festival Young Euro Classic da Konzerthaus Berlin, na internacionalização de 2017. Ter liderado aquele eroico naipe de violas no meu primeiro ano como Jopiano, o comprometimento entre músicos e a entrega e energia sentidas em palco são sensações que retenho e certamente não esquecerei.


“(...) JOP é o regresso a uma casa que todos ajudamos a construir. É também um legado porque aqui se deixam bases para o futuro.”

João Abreu

O que ouves em casa?
Clássica, Jazz, Nu jazz, Fado, ocasionalmente Pop.

A tua maior virtude?
Sensatez.

O teu maior defeito?
Impaciência.

Como te vês?
Sou uma pessoa determinada, que leva a sério os seus compromissos, divertida e que gosta de aproveitar a vida.

Quais são os teus projetos actuais e futuros?
Atualmente, encontro-me a meio da minha licenciatura, no Conservatorium van Amsterdam, e ainda não tenho a certeza de onde gostaria de prosseguir os meus estudos de mestrado. Tenho ainda vindo a desenvolver alguns projetos que anunciarei em breve!


Para ti, quais são as qualidades que tornam um músico bem-sucedido?
São muitas, mas destaco a coragem, determinação, resiliência, integridade e sensibilidade.

Qual é a parte mais desafiadora de ser músico?
Ser músico é um desafio. É conseguir combinar três S’s - sintonia, sincronia e sinergia.

Em que aspeto a JOP te ajuda nesse sentido?
A JOP ajuda-me a desenvolver a capacidade de trabalho em equipa, espírito de liderança, de sacrifício, uma postura de rigor e cumprimento de objetivos, a ser mais inclusivo e respeitador de todo o tipo de diferenças.

Qual é o aspeto mais gratificante da tua vida como músico?
A partilha, a todos os níveis.

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Quais são os teus interesses, para além da música?
Sou apaixonado por viagens, pela descoberta de novos locais e culturas. Gosto muito de criar e produzir os meus próprios projetos, de passar tempo com a minha namorada e com os meus amigos, de conduzir e de cozinhar.

O que ouves em casa?
Clássica, Jazz, Nu jazz, Fado, ocasionalmente Pop.

A tua maior virtude?
Sensatez.

O teu maior defeito?
Impaciência.
 
Como te vês?
Sou uma pessoa determinada, que leva a sério os seus compromissos, divertida e que gosta de aproveitar a vida.

Quais são os teus projetos actuais e futuros?
Atualmente, encontro-me a meio da minha licenciatura, no Conservatorium van Amsterdam, e ainda não tenho a certeza de onde gostaria de prosseguir os meus estudos de mestrado. Tenho ainda vindo a desenvolver alguns projetos que anunciarei em breve!

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