A Solo – Francisco Funina

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Olá Francisco, de onde és?
Sou natural de Tarouca.

Qual é a tua idade?
Tenho 19 anos.

Que instrumento tocas?
Trompete.

Qual foi o teu primeiro encontro com a música clássica?
Já lá vai algum tempo, mas o que vem logo à minha cabeça no que se trata de musica clássica foi um concerto a que fui assistir com os meus tios no Europarque, no qual o meu primo estava a tocar, na altura eu já tocava trompete mas estava apenas na iniciação, e lembro-me ficar completamente fascinado com os sons e a energia que uma orquestra sinfónica conseguia reproduzir.

Quando decidiste que te querias tornar música profissional?
Ao certo não me lembro, pois não foi algo fundamentado ou determinado, tudo surgiu muito naturalmente.


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Desde quando fazes parte da Jovem Orquestra Portuguesa? Podes contar um pouco sobre essa experiência?
Faço parte da JOP desde 2018. Sem dúvida das melhores expereriências que já tive e vou ter, a JOP proporcionou-me momentos incriveis tanto a nível musical como a nível de companheirismo e partilha.

Como é trabalhar com o Maestro Pedro Carneiro?
É simplesmente incrivel e único. O maestro Pedro Carneiro é uma fonte de conhecimento humana.

Lembro-me do primeiro ensaio que fiz com a JOP, estava bastante nervoso, e ele, com aquela personalidade incrível, com as suas primeiras palavras, deixou-me logo à vontade como se tivesse passado um vento e me levasse os nervos e me trouxesse concentração e um grande prazer a interpretar a obra.

Sem esquecer claro da grande equipa artística que faz de tudo para que estes projetos se possam realizar a quem toda a orquestra é muito grata.

Existem momentos na JOP que se destacam pelo seu significado e porquê?

Sem dúvidas um dos muitos momentos fantásticos que a JOP me proporcionou foi o estágio de Verão 2019, onde foi a passagem pela Roménia e Alemanha.

Momentos que nunca vou esquecer, transmitir o nosso trabalho e ver no rosto do publico gratidão e emoção foi incrível, como se estivéssemos todos na mesma nuvem de sentimento e partilha.

Sem deixar de parte claro o grande sentido de amizade e companheirismo que todos os integrantes deste projeto têm, com que faz que a JOP seja única.


A JOP é diferente? Porquê?
A JOP mudou muito o meu ver sobre o que é trabalhar como músico numa orquestra no futuro, pois ensina-nos a ser pontuais, e dá-nos uma grande responsabilidade quando estamos sentados na cadeira. Os estágios da JOP dão-nos a rampa de lançamento para o nosso futuro enquanto músicos de orquestra.

 

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"A JOP mudou muito o meu ver sobre o que é trabalhar como músico numa orquestra no futuro..."

FRANCISCO FUNINA

Na tua opinião, quais são as qualidades que tornam um músico bem sucedido?
Do meu ponto de vista, o empenho, trabalho, pontualidade e, acima de tudo, humildade e transparência.

Qual é a parte mais desafiadora de ser músico?
Ser músico é um desafio para a vida toda, a cada novo dia acreditarmos na evolução constante.

Em que aspeto a JOP te ajuda nesse sentido?
Ajuda pela grande adversidade e dificuldade de repertórios que temos de interpretar, mas com o apoio do Maestro, dos professores de naipe e toda a logística, tudo se encaixa na perfeição como se fosse um puzzle.

Qual é, para ti, o aspeto mais gratificante da tua vida como músico?
Saber que todos os dias o meu empenho e dedicação podem ter impacto na vida de alguém.

Quais são os teus interesses para além da música?
Adoro musculação, faço bastante Mountain Bike e beber uns copos com amigos.

O que ouves em casa?
Música Clássica, Jazz, por vezes um pouco de Rap.

A tua maior virtude?
Um constante bom humor e humildade.

O teu maior defeito?
Bastante ansioso.

Como te vês?
Uma pessoa que aproveita todos os dias e determinada.

 

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Quais são os teus projetos atuais e futuros?
Finalizar o secundário, concorrer ao ensino superior e futuramente ter uma carreira ligada ao trompete, seja em orquestra ou como solista.


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